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Eventos lotam hotéis em São Paulo no ano inteiro

A ocupação de hotéis em São Paulo tem chegado a perto de 100% nos dias de semana, e o fenômeno não se resume apenas a períodos concorridos, como o GP Brasil de Fórmula 1, nesta semana, e o Salão do Automóvel.

Segundo Maurício Bernardino, presidente da Abih-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo), os hotéis da cidade estiveram cheios o ano inteiro.

"A ocupação vem crescendo e há muita dificuldade para achar quartos durante a semana. Devido ao maior número de eventos, só é possível conseguir procurando com antecedência", diz.

Em alguns casos, não há mais quartos vagos com duas semanas de antecedência.

A Folha procurou, na quarta e na quinta da semana passada, um quarto para os dia 10, 11 e 12 deste mês em 15 hotéis de médio e alto padrão na região da avenida Paulista e na zona sul da cidade. Cinco estavam lotados.

Os que ainda tinham quartos livres, em geral, só ofereciam opções mais caras.

O Bourbon Ibirapuera, que no site anuncia diárias a partir de R$ 179, cobrava R$ 632. No Caesar Business da Faria Lima, o único quarto vago era o adaptado para deficientes, a R$ 546, quase o dobro do preço de um comum.

A estimativa da SPturis (São Paulo Turismo) é que a taxa média de ocupação passe de 61% em 2009 para 70% neste ano. De janeiro a setembro, a taxa foi de 68%.

Gerente da empresa de software SAP em Miami, Mabelle Silva vem trimestralmente ao escritório da companhia no Brooklin, sempre durante a semana.

Segundo ela, há pouco mais de um ano, era possível conseguir quartos em bons hotéis, com diárias de R$ 170 a R$ 300, com uma semana de antecedência. Hoje, é preciso duas, às vezes três.

  Editoria de Arte /Folhapress  

De acordo com Bernardino, os terrenos em São Paulo estão muito caros, o que limita a expansão do setor. Com isso, a indústria está optando por lugares mais distantes, mas próximos de estações de metrô ou das marginais, em bairros como Santana, Tatuapé e Barra Funda.

Ele disse que há três projetos nessas áreas, num total de 1.470 quartos, com conclusão entre 2012 e 2013.

A projeção da Abih-SP é que o número de quartos em São Paulo deva passar dos atuais 42 mil para 50 mil em 2014, ano da Copa do Mundo.

Já o Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) estima que a oferta permanecerá a mesma.

São Paulo é a cidade com maior oferta de quartos da América do Sul -tem o dobro do Rio. Segundo a diretora do Fohb, Ana Maria Biselli, o setor deve ser cauteloso na expansão.

"Não se deve construir hotel porque em 40 dias do ano eles ficam lotados. Só se deve construir se os custos, a demanda e a diária compensarem. Não se consegue quarto em Nova York em cima da hora. É bom que em São Paulo também seja assim", disse.

F-1 E SALÃO

Nos fins de semana, a ocupação dos hotéis paulistas costuma cair pela metade.

Mas, com a realização do GP de Fórmula 1, neste fim de semana, além do encerramento do Salão do Automóvel, 11 dos 15 hotéis pesquisados estavam lotados. No Blue Tree Morumbi, o quarto vago saía por R$ 1.500 a diária.

Apenas o GP de Fórmula 1 vai atrair cerca de 140 mil pessoas, estima a SPturis.

 

Fonte:

Folha.com

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